Comportamento,  Filhos,  Vivendo a 2

O Potencial curativo dos laços familiares.

imagePENSANDO ALTO….
Eu sempre gostei de cozinhar e sempre gostei de ter a família e os amigos em volta da mesa. Comer é uma coisa boa nessa vida e acho que a combinação perfeita pra conversa de qualidade, com gente interessante. E é difícil pensar em gente mais interessante do que essas pessoas que todas nós temos dentro de casa!

Com passar do tempo os meus filhos foram crescendo e eu fui percebendo o quanto esses momentos nos aproximam e nos permitem conhecê-los e acompanha-los mais de perto. No bate-papo, na tranquilidade, a gente pode orientar a turma sem dar conselho, sem sermão, só jogando conversa fora, contando histórias e ouvindo muito. Ouvir com atenção é essencial! Eles vão falando, vão contando e a gente vai observando e registrando. Eles geralmente são muito mais sábios do que a gente espera que eles sejam.

Os laços familiares são riquíssimos em seu potencial curativo, exatamente por essa proximidade. Quem mais você conhece tão de perto quanto seus pais, irmãos, filhos e companheiro ou companheira? Nessas relações você se permite aprofundar o olhar.

Eu acredito que gente feliz não faz certas coisas. Todos nós temos inúmeras feridas querendo cicatrizar e no mais das vezes ao invés de curar o outro, a gente lida apenas com a superfície, o comportamento, e desastradamente, acaba ferindo mais.

Comportamento é sempre uma expressão do que vai dentro de nós, e o mau comportamento é sempre a expressão de um problema, mas não é o problema!

Então, por aqui, toda vez que um dos nossos filhos tem um comportamento que não é aceitável, meu marido e eu tentamos colocar limite no comportamento por um lado e em outro momento, dar mais carinho, mais atenção e ouvir mais para tentar ajudá-los.
Um equilíbrio entre limitar o comportamento e acolher a pessoa.

Você já parou pensar onde estão as suas feridas? Onde estão as feridas do seu companheiro, dos seus filhos?
Quando a gente se dispõe a fazer as perguntas, a gente se abre para perceber as respostas.

Eu geralmente digo aos meus filhos que em família, dar errado não é opção! Mas para que dê certo a gente precisa tentar. Se não funcionar, a gente tenta outra coisa e se não funcionar, a gente continua tentando.

É claro que isso não se limita aos nossos filhos, isso vale para qualquer relacionamento muito próximo. Quantas feridas nossos pais tem, que se traduzem em comportamentos que nos incomodam? Será que eu tento curá-los ou eu só me aborreço e os aborreço de volta?

Curar é um ato de amor, mas é também um ato de inteligência. É a capacidade de olhar no futuro e projetar relacionamentos mais saudáveis e harmoniosos.

É construirmos juntos a família que nós queremos ter.

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